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Festa de Família entra e sai dos catálogos de streaming no Brasil, e o aluguel digital também muda de mês a mês. Busque por Festen, o título original, e confira Thomas Vinterberg, 1998 e 105 minutos antes do play.
Em maio de 1998, o filme levou o Prêmio do Júri em Cannes, dividido com A Classe de Neve, de Claude Miller. Foi a primeira vez que o festival premiou um filme rodado em vídeo de mão.
Volte ao jantar. Depois do primeiro brinde, Christian é posto para fora do hotel por Michael e outros convidados, que o amarram a uma árvore no bosque. Ele se solta e volta para a mesa.
No mesmo intervalo, Helene brinca de “quente ou frio” com a garçonete Pia no antigo quarto de Linda. As duas acham uma carta escondida dentro do abajur do banheiro.
A carta é de Linda, escrita antes de morrer. Helene a esconde no bolso e tenta seguir com a festa. Christian insiste, e ela acaba lendo o texto para todos, na mesa principal.
A carta confirma o discurso. Linda conta que voltara a sonhar com o pai após anos e que não aguentaria. Helge se levanta, deixa o salão e sai sem resposta.
Nem a revelação encerra a noite. Michael canta uma música racista para provocar Gbatokai, e parte da mesa acompanha o refrão. Os convidados dançam até tarde.
Na manhã seguinte, todos tomam o café na mesma sala. Helge entra, pede licença para falar e diz que errou com os filhos. Michael responde por todos:
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“Pai, você tem que sair da mesa agora.” (Michael, personagem de Thomas Bo Larsen, em Festa de Família, 1998)
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Helge obedece e sai do salão. Christian convida Pia para ir com ele morar em Paris, e ela aceita.
O espírito do filme está numa linha do manifesto que Vinterberg ajudou a escrever:
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“A câmera deve ser segurada na mão.” (Voto de Castidade, manifesto Dogma 95, 1995)
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1. Confira direção, ano e duração antes do play: Thomas Vinterberg, 1998 e 105 minutos.
2. No primeiro brinde, repare nas folhas verde e amarela: a escolha do pai decide o resto do jantar.
3. Nas cenas da cozinha, siga as chaves dos carros: elas explicam por que ninguém vai embora.
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Play às 20h30, um brinde de 60 anos e uma família que decide continuar comendo.
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“Na sua casa, quem teria coragem de bater na taça e contar o que todos calam?”
Na próxima edição: Os Incompreendidos, de François Truffaut, 1959, e o menino de Paris que foge para ver o mar.
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